Meu grito ecoa pelos cantos da sua alma, refazendo túmulos com seu nome – amor. Não erguem mais pilares para saudar o sentimento, fica somente entre as ave marias vomitadas a saudade entornada pelo cálice da palavra. Estamos sedentos por uma liberdade tardia, uma alforria de corpos que não se suportam como verdadeiros pilares da consternação de nós dois. Lá se vai a menina com os olhos retraídos, o coração abarrotado de rabiscos e na alma a espera de uma colisão de supernovas. Passos desmedidos tentam trilhar a saudade que fica entre a relva dos segredos, nas tormentas dos sussurros, na melancolia de uma passado esquecido. Nem pintura, meu amor, nem retratos, nada fica para evidenciar o passado; fotografias que envelhecem em uma caixa qualquer no canto do armário, entre remédios e bebidas que embriagam o corpo que falece.
Lá se vai a andorinha sem asas ornamentadas, perdidas no calço de uma liberdade aprisionada. Não sente os pés, não bate as asas, lá se vai a andorinha menina, perdida em si, na busca do amor que se desfez no lançar das horas longas banhadas com as lágrimas das juras poéticas que nela ficaram. Lá se vai a mocinha, com o grito aprisionado, moribunda de nós, supostamente envenenada pela dor.
Lá se vai a andorinha sem asas ornamentadas, perdidas no calço de uma liberdade aprisionada. Não sente os pés, não bate as asas, lá se vai a andorinha menina, perdida em si, na busca do amor que se desfez no lançar das horas longas banhadas com as lágrimas das juras poéticas que nela ficaram. Lá se vai a mocinha, com o grito aprisionado, moribunda de nós, supostamente envenenada pela dor.
— - Faah Bastos (via indomavel)